Dra. Franciane Coelho

PRECISO LEVAR MEU BEBÊ AO DENTISTA? MAS E SE ELE CHORAR?

SIM. A recomendação da Associação Brasileira de Odontopediatria e da Sociedade Brasileira de Pediatria é que a primeira consulta ao Odontopediatra seja realizada antes de erupcionar o primeiro dente decíduo (que geralmente ocorre entre 6 e 12 meses de idade).

 
O bebê deve visitar preventivamente o dentista, durante o primeiro ano de vida, sendo que as visitas seguintes serão agendadas de acordo com a necessidade de cada criança. E aí, surgem vários questionamentos por parte dos pais:

 
Mas ele é um bebê! E se ele chorar? Vai ficar traumatizado?

 
No atendimento de crianças de 0 a 3 anos, realmente, é comum acontecer de a criança chorar ao ser examinada. Nesta fase da vida elas ainda são imaturas psicologicamente e qualquer pequeno desconforto pode ser manifestado com o choro. Afinal eles ainda não sabem expressar todos seus sentimentos verbalmente.

 
Na consulta, o profissional precisa fazer um exame para visualizar se está tudo correto com a boquinha da criança. É um exame rápido, que permite um diagnóstico adequado e as orientações necessárias. Para a segurança da criança, durante esse exame, ela precisa ser estabilizada, lembrando que por poucos minutos, para sua proteção e para que o exame seja feito adequadamente. Com carinho e firmeza, muitas vezes no colo dos pais. Da mesma forma que fazemos para cortar as unhas, trocar fraldas, ministrar uma medicação ou no médico para exames em geral.

 
Quanto antes à criança criar um vínculo de confiança com seu Odontopediatra, mais facilmente irá incorporar hábitos de higiene oral em seu dia a dia, prevenindo a instalação dos males bucais que tantas vezes acometem nossos pequenos de dor e sofrimento. O acompanhamento do dentista é importante para que a dentição se desenvolva de forma saudável, já que o diagnóstico precoce de qualquer desequilíbrio poderá favorecer o tratamento.

 

Estes pacientes certamente farão parte de um grupo diferenciado, com a oportunidade de crescer sem a experiência da doença cárie. Terão no seu dentista confiança de um amigo. E, sobretudo, agradecerão a vocês, mamãe e papai, por tanto carinho e atenção.

 

Lembrando sempre que a saúde deve ser priorizada! E a prevenção valorizada!

 

ODONTOLOGIA FRANCIANE COELHO
4101 1855/ 99584 0059

 

 

 

Referencias:
ALBURQUEQUE, Camila Moraes; DEPES, Cresus Vinícios; MARTINS, Rita de Cássia. Principais técnicas de controle de comportamento em odontopediatria. Univesidade Federal Fluminense, 10 jul. 2010.
RAMOS-JORGE, M.L.; PAIVA, S.M. Comportamento infantil no ambiente odontológico: aspectos psicológicos e sociais. J Bras Odontopediatr Odontol Bebê, Curitiba, v.6, n.29, p.70-74, jan./fev. 2003.
Zardetto CGDC, Corrêa MSNP. Técnica de condicionamento psicológico para uso do isolamento absoluto em criança de pouca idade: relato de caso. Rev Ibero-am Odontopediatr Odontol Bebê 2004; 7(38):341-5.

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