Dra. Franciane Coelho

O número de crianças que respiram pela boca e apresentam a chamada “Síndrome o respirador bucal” (ou insuficiente respirador nasal) é significativo no Brasil.

Respirador Bucal é o indivíduo que substitui o padrão correto de respiração nasal por um padrão bucal ou misto (buco-nasal).
Esse padrão respiratório inadequado pode afetar progressivamente o desenvolvimento físico e psíquico do paciente, além de comprometer o desenvolvimento da face e das arcadas dentárias.

A criança que respira pela boca tem uma aparência cansada, não apresenta bom desempenho nas atividades físicas em detrimento da sua capacidade respiratória diminuída. Além disso, podem apresentar alteração na alimentação, não mastigando os alimentos direito, preferindo comidas mais pastosas e ingerindo bastante líquido junto com as refeições. A criança portadora da síndrome do respirador bucal, geralmente, é desatenta na escola ou apresenta, até mesmo, dificuldades de aprendizagem, pois sua respiração não lhe proporciona concentração adequada para o aprendizado.

Com o passar do tempo, o hábito de respirar pela boca provoca flacidez dos músculos faciais, lábios e língua, insuficiência respiratória, alterações faciais, alterações na postura corporal, má oclusão dentária, boca seca, mau hálito e noites mal dormidas.

Sinais na criança de respiração bucal:

– Fica de boca aberta por muito tempo, principalmente ao dormir;
– Língua passa a ficar mais baixa junto aos dentes inferiores;
– Ronca e baba bastante durante o sono;
– Tem olheiras e aspecto cansado;
– Possui respiração barulhenta;
– Problemas respiratórios (rinite, bronquite, otite, amigdalite);
– Lábios entreabertos e ressecados com gengivas inflamadas;
– Céu da boca profundo, maxila atrésica;
– Assimetria de face, narinas estreitas;
– Sono agitado;
– Irritabilidade por noites mal-dormidas podendo ficar hiperativos ou sonolentos durante o dia;
– Por causa da flacidez na boca e na língua, o processo de mastigação e deglutição também ficam comprometidos;
– Come rápido, mastiga pouco, utiliza líquido para auxiliar na hora de engolir e prefere alimentos pastosos;
– Projeção da cabeça para frente, esticando o pescoço e alterando a postura da coluna.

Para diagnosticar a causa, e resolver o problema do respirador bucal, é necessária uma ação multidisciplinar.
Quando houver alterações no céu da boca (palato profundo e estreito), mordidas cruzadas (dentes não se encaixam), mordida aberta, disfunções mandibulares, o dentista deve ser consultado. A colocação de um aparelho expansor no céu da boca poderá abrir as vias aéreas e facilitar a respiração pelo nariz.
Constatado o problema de respiração bucal, o tratamento precoce é o mais indicado, especialmente na infância quando os ossos da face e arcada dentária estão em formação e crescimento.

Espero que tenham gostado!
Um grande abraço!

Dra. Franciane Coelho
ODONTOLOGIA FRANCIANE COELHO
(41) 4101 1855

 

REFERÊNCIAS

DE MENEZES, Valdenice Aparecida; DE OLIVEIRA TAVARES, Ricardo Luiz; GRANVILLE-GARCIA, Ana Flávia. Síndrome da respiração oral: alterações clínicas e comportamentais. Arquivos em Odontologia, v. 45, n. 3, 2016.
PAIVA, João Batista de et al. Identificando o respirador bucal. Rev. Assoc. Paul. Cir. Dent, v. 53, n. 4, p. 265-74, 1999.

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